Quantos e quais parques existem em Orlando?

Os parques temáticos da Disney e da Universal são os mais famosos, mas Orlando oferece ainda outras opções, para todos os gostos e idades

Quantos parques temáticos existem em Orlando? Quais são os parques da Disney que ficam em Orlando? O que eu vou encontrar em cada um? Quais deles priorizar se eu tiver poucos dias para ficar na cidade? Esse tipo de dúvida é super comum entre quem nunca viajou a Orlando – e até entre quem já esteve por lá: quem nunca ouviu um amigo dizer que amou “o parque de Harry Potter” quando foi “à Disney”? (não, as áreas temáticas de Harry Potter não ficam nos parques da Disney!) Ou que foi “à Disneyland” (ou “disneylândia”, como dizemos aqui no Brasil) quando esteve na Florida – quando, na verdade, a Disneyland fica na Califórnia?

parques de Orlando - Walt Disney World - Magic Kingdom

A confusão é bem comum mesmo, já que parque não falta em Orlando – mas nem todo parque de Orlando é da Disney, e nem todo parque da Disney fica em Orlando! (mas, é super importante ressaltar, os parques “não-Disney” de Orlando também valem muito a pena!) No texto abaixo, listamos todos os parques temáticos que existem em Orlando, e apresentamos as principais características de cada um. Se você estiver planejando uma viagem para a cidade, pode ser uma boa ideia ler com atenção, conversar com as outras pessoas que estiverem viajando com você, e botar na ponta do lápis os prós e os contras, para decidir exatamente quais você quer visitar.

Walt Disney World

“Ir à Disney” de Orlando não é ir a um parque, mas sim a seis: o Walt Disney World, complexo da Disney que fica nas cidades de Lake Buena Vista e Bay Lake (pouco mais de 30 quilômetros a sudoeste do centro de Orlando), é formado por quatro parques temáticos e dois aquáticos, além de 34 hotéis (contando os que não são de propriedade da Disney) e da Disney Springs e Disney’s Boardwalk, áreas de entretenimento, compras e alimentação. A Disney tem mais cinco complexos de entretenimento espalhados pelo mundo (na Califórnia, em Paris, em Hong Kong, em Tóquio e em Shangai), mas o de Orlando é o maior de todos. Os parques que fazem parte do Walt Disney World são o Magic Kingdom, o Epcot, o Hollywood Studios, o Animal Studios, o Blizzard Beach e o Typhoon Lagoon.

Magic Kingdom

Inaugurado em 1971, o Magic Kingdom já conquistou diversas vezes o título de parque temático mais visitado do mundo, e é possivelmente o mais famoso: quem nunca viu a imagem do Castelo da Cinderela, símbolo do local e construção que marca o centro do parque? Embora tenha morrido antes da inauguração, Walt Disney esteve pessoalmente envolvido no planejamento do Magic Kingdom, que foi considerado uma “versão maior e aprimorada” da Disneyland da Califórnia, primeiro parque da companhia a ser construído. Hoje em dia, ele tem mais de 40 hectares, e dezenas de atrações que incluem brinquedos, shows, lojas, restaurantes e encontros com personagens: é TANTA coisa para fazer aqui que eu sempre recomendo que, se tiverem tempo e o orçamento permitir, os viajantes reservem dois dias para passear pelo Magic Kingdom – com apenas um dia de visita, é preciso deixar bastante coisa de fora.

Magic Kingdom - Walt Disney World

Há quem pense que o Magic Kingdom é um parque onde apenas as crianças vão se divertir, mas não é bem assim. O que acontece é que o Magic Kingdom é de fato um parque “family friendly”: ou seja, as atrações são pensadas para serem divertidas para a família inteira – as crianças inclusive. Então é verdade que você não vai encontrar montanhas-russas radicais, por exemplo; mas isso não quer dizer que todas as atrações sejam “paradas” ou infantis – a criatividade dos Imagineers (palavra que vem da mistura entre “imagination”, “imaginação”, e “engineer”, “engenheiro”; e é usada para designar os criadores das rides dos parques da Disney), surpreende qualquer um!

Ele também é um parque com uma pegada mais histórica, já que várias de suas atrações foram criadas por Walt Disney em pessoa, e estão lá até hoje – um prato cheio para os fãs da empresa. E é aqui que acontecem as festas mais famosas do complexo Disney, como as de Natal e Halloween; e alguns dos shows noturnos mais emocionantes, como o extinto Wishes e o atual Happily Ever After. Parada obrigatória para quem for a Orlando, seja fã de Disney ou não.

Epcot

O Epcot também teve seu projeto inicial bolado pelo próprio Walt Disney, que, originalmente, o concebeu como uma cidade de verdade, onde cerca de 12 mil moradores viveriam em uma espécie de “cidade-modelo”, onde novas tecnologias e obras de infra-estrutura seriam testadas antes de ser adotadas por outros lugares: “Epcot” é uma sigla para “Experimental Prototype Community of Tomorrow”, algo como “protótipo experimental da comunidade do amanhã”. Apesar de o resultado final ter sido mesmo um parque temático, inaugurado em 1982, o Epcot mantém a aura que teve desde seu planejamento – a de celebrar e incentivar as conquistas da humanidade. Ele é dividido em duas áreas, com temáticas que se inter-relacionam: o Future World, que explora a inovação tecnológica; e o World Showcase, que homenageia a cultura internacional.

Epcot - Walt Disney World

No Future World estão a a maior parte das rides, ou seja, os “brinquedos”, como chamamos aqui no Brasil; como um simulador de um lançamento de foguete e outro que nos leva a uma viagem virtual de asa-delta por vários pontos turísticos do mundo. Já o World Showcase é formado por diversas “vilas” que representam culturas de diferentes países do mundo; como México, Alemanha, Japão e Marrocos: aqui é possível fazer compras, experimentar comidas típicas e conhecer personagens inspirados na cultura de cada país (como Ana e Elsa, de Frozen, cujo reino fictício de Arendelle foi inspirado na Noruega). Em área, este é um parque enorme, com mais que o dobro do tamanho do Magic Kingdom; mas com um número menor de atrações.

Por sua temática, muita gente (e eu me incluo nessa conta) considera o Epcot o “menos Disney” dos quatro parques do complexo – aqui não há aquela magia, aquela fantasia de áreas como a Fantasyland (desculpem a redundância) e a Adventureland, do Magic Kingdom. Também por isso, há quem o considere um parque “mais adulto”: enquanto no Magic Kingdom nem se vende bebida alcoólica, aqui uma brincadeira popular é o Drinking Around The World, em que os visitantes experimentam um drinque temático diferente em cada um dos “países” do World Showcase – considerando-se que são onze países, dá para chegar bem alegrinho ao final do passeio.

Hollywood Studios

O Disney’s Hollywood Studios foi fundado em 1989 como Disney-MGM Studios, mas mudou de nome a partir de 2008. Sua temática principal, como diz o nome, é o mundo de Hollywood, especialmente na época dourada dos anos 1930 e 1940. É interessante notar que, ao contrário dos outros parques da Disney, o Hollywood Studios não parece ter uma estética muito regular em toda sua área: cada espaço tem temas e estéticas próprios; o que também é proposital – é como se estivéssemos passeando por um gigantesco estúdio de cinema ao ar livre, com cada área dedicada às gravações de um filme diferente. Há quem critique isso, dizendo que o parque parece “misturado” demais; mas o Hollywood Studios é o queridinho de muitos turistas justamente por abrigar algumas das atrações mais radicais do complexo, como o elevador The Twilight Zone: Tower of Terror e a montanha-russa Rock ‘n’ Roller Coaster.

Hollywood Studios - Walt Disney World

Embora seja o menor dos quatro parques do Walt Disney World, o Hollywood Studios está deixando de ser propriamente “pequeno”: em 2018 foi inaugurada toda uma nova área temática, dedicada aos filmes da franquia Toy Story (com duas novas rides, e abarcando a antiga Toy Story Midway Mania, que já existia); e, no segundo semestre de 2019, vai ser a vez da estreia de Star Wars – Galaxy’s Edge, área dedicada à série cinematográfica que vai adicionar nada menos que 5,7 hectares ao tamanho do parque (também com duas novas atrações, além de lojas, restaurantes e toda uma ambientação de acordo).

O parque também prepara a chegada da primeira ride totalmente dedicada a Mickey e Minnie, a Mickey & Minnie’s Runaway Railway; e de uma atração voltada para crianças, inspirada nos filmes de Carros. O Hollywood Studios também é famoso pelos seus shows: tantos os diurnos, como o musical Beauty and the Beast – Live on Stage e o concorrido For the First Time in Forever: A Frozen Sing-Along Celebration; quanto, e principalmente, o noturno Fantasmic!, um dos shows mais incríveis da Disney.

Animal Kingdom

Quando precisa cortar apenas um dos parques da Disney do roteiro de viagem, muita gente acaba deixando o Animal Kingdom de fora, por pensar que ele é apenas uma espécie de zoológico – mas isso está longe de ser verdade: as trilhas (motorizadas ou a pé) onde se pode ver diversas espécies de animais são apenas algumas das muitas atrações que podem ser encontradas neste parque, que é provavelmente um dos mais bonitos de Orlando. Seguindo o tema da preservação da natureza e do mundo animal, o Animal Kingdom é o segundo maior parque temático do mundo: contando todo o espaço que serve como moradia para os animais, são nada menos que 200 hectares de área.

Animal Kingdom - Walt Disney World

Como os outros parques da Disney, este também conta com encontros com personagens (incluindo alguns que só são encontrados por aqui, como o Timão, de O Rei Leão), shows (como o noturno Rivers of Light e o maravilhoso Festival of the Lion King, meu show diurno favorito da Disney, que mistura a temática do filme a elementos circenses) e rides: a Expedition Everest, considerada por muita gente a melhor montanha-russa do complexo da Disney em Orlando, fica por aqui.

Além disso, o Animal Kingdom ganhou em maio de 2017 toda uma nova área dedicada ao filme Avatar, que vale o ingresso do parque por si só (mesmo se você não ligar tanto assim para o filme) – com visual (e até sons e cheiros) caprichado e comidinhas exóticas e super gostosas, a área tem como grande destaque o simulador Flight of Passage, o mais impressionante que eu já vi: é impossível não acreditar que você está de fato nas costas de Banshee, voando por Pandora por meio de seu próprio avatar. Pense bem antes de riscar o Animal Kingdom da sua lista.

Typhoon Lagoon

O Typhoon Lagoon fecha anualmente para manutenção e reformas, por um curto período, no outono e no inverno, mas nunca ao mesmo tempo em que o Blizzard Beach: um dos dois parques aquáticos do Walt Disney World sempre está aberto. Este parque abriu em 1989 e foi o segundo parque aquático do complexo da Disney a ser construído, sendo o mais antigo ainda em operação, já que o primeiro, o Disney’s River Country, fechou em 2001.

Sua temática é a de um paraíso tropical que foi devastado por um tufão, então o cenário inclui navios, equipamentos de pesca e pranchas de surfe “destruídos” e “abandonados” por aí. Uma de suas principais atrações é sua piscina de ondas ao ar livre, uma das maiores do mundo. As atrações variam entre as mais radicais (como o Crush’n’Gusher, uma “montanha-russa” aquática, onde se desliza em botes para duas pessoas) e as mais tranquilas (como o relaxante rio Castaway Creek), sendo algumas delas individuais e outras para ir em grupos, algumas para deslizar “livre” e outras em boias – tanto adultos quanto crianças vão encontrar diversão por aqui.

Blizzard Beach

O Blizzard Beach fica aberto da metade de março a começo de janeiro, fechando ao longo de janeiro, fevereiro e começo de março (ou seja, os meses mais frios do ano na Flórida) para reformas e manutenção. O tema dele é o de uma estação de esqui abandonada, então a decoração tem neve artificial e elementos clássicos de estações de esqui de verdade – o que cria um cenário bem divertido quando todo mundo está circulando de biquíni e bermuda por lá. Ele é um parque relativamente pequeno, o que cria uma atmosfera mais tranquila e relaxada, e bem familiar: quase todas as piscinas são aquecidas (com exceção de uma, para onde, dizem, escorre a “neve” que está derretendo na estação abandonada); e tem bastante atrações para crianças e pré-adolescentes. Mas isso não quer dizer que não há atrações radicais por aqui: uma das principais é o Summit Plummet, terceira queda livre mais alta e mais rápida do mundo, com 36 metros de altura (na época da abertura do parque, em 1995, ela ficava em primeiro lugar no ranking).

Universal Orlando Resort

Atenção, fãs de Harry Potter: é no complexo da Universal que fica o “parque” dedicado à série – na verdade, duas áreas temáticas, dentro dos dois parques principais do resort. A Universal de Orlando é o maior complexo de parques da Universal Studios Theme Parks e o segundo maior da Flórida e dos Estados Unidos: perde só para o Walt Disney World, mesmo. Como a Universal tem mais atrações radicais que o complexo da Disney, muita gente considera os parques daqui os seus favoritos de Orlando. São dois parques temáticos, o Universal Studios e o Islands of Adventure; um aquático, o Volcano Bay; o Universal CityWalk, um espaço de lazer com restaurantes, lojas, bares, clubes noturnos e um cinema; e seis hotéis (com previsão de mais dois a ser inaugurados em breve).

Universal Studios

Inaugurado em 1990, o Universal Studios tem como tema a indústria do entretenimento, com destaque para o cinema e a TV: é como se o lugar todo fosse de fato um estúdio gigante ao ar livre, onde cenários estão montados e prontos para o início das gravações de uma nova super produção – e o visitante é convidado a participar, por meio de shows e apresentação temáticas ao vivo, por exemplo.

Universal Studios - Universal Orlando Resort

São sete áreas (uma delas totalmente dedicada a atrações infantis); e as atrações não ficam limitadas às produções do próprio Universal Studios, mas também incluem outros filmes e personagens que foram licenciados. Somando tudo, temos aqui (além do já citado Harry Potter) atrações para os fãs de Meu Malvado Favorito – e dos Minions, claro -, Shrek, Transformers, A Múmia, Homens de Preto, Os Simpsons, E.T. e Exterminador do Futuro. Na minha opinião, uma das melhores montanhas-russas de Orlando fica neste parque: é a Hollywood Rip Ride Rockit, em que você escolhe sua própria trilha sonora para aproveitar a ride.

Das duas áreas temáticas de Harry Potter presentes nos parques da Universal, a que fica aqui é a mais recente, reproduzindo o Beco Diagonal: a grande atração da área é Harry Potter and the Escape From Gringotts, mistura de ride e simulador; mas também é possível visitar as lojas do local (incluindo a Gemialidades Weasley, as da Travessa do Tranco, e a deliciosa sorveteria Florean Fortescue), almoçar no Caldeirão Furado, assistir a apresentações temáticas ao vivo e bater fotos em frente ao Nôitibus e a Grimmauld Place, 12. A área é linda e super caprichada – não à toa, é visivelmente a mais movimentada do parque inteiro.

Islands of Adventure

A construção do Islands of Adventure, em 1999, fez parte de um plano de expansão que de fato transformou o Universal Studios Florida, inicialmente um único parque, em Universal Orlando Resort. O parque é estruturado em torno de um lago, e cada uma das suas seis “ilhas” tem uma temática diferente; mas sempre seguindo o tema maior da aventura e da diversão em explorar novos mundos e lugares.

Islands of Adventure - Universal Orlando Resort

Assim como no Universal Studios, há uma área inteira dedicada às crianças, a Seuss Landing, inspirada nos personagens O Gato de Chapéu e O Grinch. As outras áreas e atrações são inspiradas em Jurassic Park, King Kong, e nos heróis da Marvel (incluindo a ótima montanha-russa The Incredible Hulk Coaster e o simulador The Amazing Adventures of Spider-Man, um dos mais divertidos de Orlando) – além de uma área temática inspirada em desenhos antigos como Popeye e Mary Poppins, e formada principalmente por atrações aquáticas (cuidado: elas molham muito!).

É também no Islands of Adventure que fica a primeira área temática de Harry Potter inaugurada nos parques da Universal, esta reproduzindo a vila de Hogsmeade e o próprio castelo de Hogwarts: para quem é fã da saga, é emocionante pisar aqui pela primeira vez – eu chorei de verdade, e muito, quando fui pela primeira vez à Harry Potter and the Forbidden Journey, a mistura de ride e simulador que fica dentro do castelo. Aqui também fica a Flight of the Hippogriff, uma montanha-russa infantil; e, ainda em 2019, vai ser inaugurada uma nova ride, inspirada na Floresta Proibida, e que vem para substituir a antiga Dragon Challenge – a promessa é que a nova atração vai revolucionar o que se entende atualmente por “montanha-russa”. Em Hogsmeade também é possível fazer muitas compras, claro, almoçar no Três Vassouras, e beber cerveja amanteigada no Cabeça de Javali. As duas áreas de Harry Potter também são interligadas pelo Expresso de Hogwarts, que, mais do que um meio de transporte, é uma atração à parte.

Volcano Bay

Novinho – ele foi inaugurado em maio de 2017 -, o Volcano Bay é o parque aquático do complexo da Universal, e é estruturado em torno do vulcão artificial que o batiza, o Krakatau, que tem 61 metros de altura. Este parque substituiu o clássico Wet ‘n Wild, que fechou em dezembro de 2016; e tem entre suas principais atrações o Ko’okiri Body Plunge, toboágua mais alto dos Estados Unidos, com quase quarenta metros de altura (e quase vertical: são 70 graus de inclinação), que também é o primeiro dos Estados Unidos a atravessar uma da piscinas frequentadas pelos visitantes. Além das atrações mais radicais, o Volcano Bay oferece outras mais tranquilas, como um rio onde os turistas podem relaxar em boias, e piscinas que contam com mais ou menos ondas. Também há espaços especialmente projetados para crianças, e áreas onde é possível simplesmente descansar e aproveitar o sol. A temática e o visual do parque são bastante elogiados nas redes sociais. Pode ser uma boa pedida para quem for a Orlando nas estações mais quentes.

SeaWorld Parks & Entertainment

Nem todo mundo sabe, mas o SeaWorld não é apenas um parque único, mas também o nome da companhia dona de outros quatro parques na região de Orlando – além de mais sete espalhados pelos Estados Unidos. Em Orlando e em Tampa (cidade que fica a cerca de uma hora e meia de Orlando, de carro), esses parques são o próprio SeaWorld, o Busch Gardens, o Discovery Cove, e os aquáticos Aquatica (de novo, perdão pela redundância) e Adventure Island.

SeaWorld

O SeaWorld é um parque polêmico, por causa das várias denúncias de maus-tratos aos animais que fazem parte de seus shows e atrações que já vieram a público ao longo dos anos – mesmo sem as tais denúncias, muita gente se sente desconfortável com a ideia de animais sendo mantidos cativos e usados como meio de entretenimento. Nos últimos anos, o SeaWorld vem tentando mudar essa imagem, investindo em iniciativas de resgate de animais marinhos e preservação de seus habitats, chegando a garantir que vai extinguir gradualmente os shows com animais em seus parques temáticos (a ideia é não fazer mais com que as orcas se reproduzam, e fazer da atual a última geração de orcas em seus parques. No parque de San Diego, na Califórnia, esse tipo de show já foi extinto). Seja como for, esse é um ponto a se considerar na hora de decidir incluir ou não o parque em seu roteiro de viagem.

SeaWorld

É claro que, conforme a popularidade dos shows com animais começou a cair, o SeaWorld precisou começar a investir em outros tipos de atrações para se manter na ativa – e, verdade seja dita, o lugar tem algumas atrações radicais realmente muito boas: na minha opinião, a melhor montanha-russa de Orlando, a Manta (cuja posição dos bancos transmite aos passageiros a impressão de estar “voando”), fica por aqui. Outras montanhas-russas do parque, quase tão divertidas quanto, são a Kraken Unleashed, que usa realidade virtual em combinação com os trilhos, quedas e loopings reais; e a Mako, a mais recente, inaugurada em 2016, e promovida como a montanha-russa “mais alta, mais longa e mais rápida” de Orlando – ela tem 61 metros de altura, atinge 117 quilômetros por hora, e seu percurso tem um comprimento de 1,450 metros.

Busch Gardens

O Busch Gardens é o queridinho dos fãs de atrações radicais: o parque tem nada menos que oito montanhas-russas; sendo a mais nova delas a Cobra’s Curse, que abriu em 2016 e tem algumas inovações, como um elevador que leva os carrinhos a 21 metros de altura, e carrinhos que rotacionam em torno de seus próprios eixos. As mais populares são a SheiKra, montanha-russa de 61 metros de altura que foi a primeira dos Estados Unidos a contar com uma queda perfeitamente vertical, a 90 graus; e a Cheetah Hunt, montanha-russa que já dispara a 48 quilômetros por hora logo de cara, e tem um percurso que imita a corrida dos guepardos, rasteira e cheia de fintas e desvios. A Kumba tem nada menos que sete loopings; e o Falcon’s Fury é um elevador de queda livre a 97 quilômetros por hora que é o mais alto dos Estados Unidos – e onde os passageiros descem de cara para o chão, em uma posição deitada.

Busch Gardens

Claro, como todos os parques, o Busch Gardens também oferece algumas atrações mais tranquilas e até mesmo para crianças, mas é importante lembrar que esse não é o foco: os menores acabam ficando com menos opções por aqui. O que menos gente sabe é que o Busch Gardens também é um zoológico, então é possível ver muitas espécies animais pelo terreno do local, o que acaba sendo um atrativo a mais. O tema do parque é o continente africano e suas belezas naturais; e shows seguindo essa temática também são apresentados diariamente – mas, é preciso dizer, o porte e o capricho dessa parte mais “artística” ficam devendo bastante se comparados ao nível dos shows e paradas dos parques da Disney, por exemplo.

Aquatica

Com o tema inspirado na Oceania e nas ilhas do Pacífico Sul, o Aquatica abriu em 2008; e fica bem em frente ao Sea World: ele é um parque enorme, com 35 toboáguas (de todos os estilos: individuais ou para grupos, mais acelerados ou mais tranquilos, com ou sem boias – os mais radicais são o Ihu’s Breakaway Falls, toboágua fechado onde se entra em pé, e o chão se abre sob os pés do visitante; e o Taumata Racer, onde é possível “apostar corrida” em oito pistas paralelas), cinco piscinas (duas delas com ondas) e seis rios – ele é um parque esteticamente muito bonito, super colorido; e onde vivem diversas espécies animais, que podem ser observadas de perto em algumas áreas ou até de algumas atrações. Também há um playground enorme dedicado às crianças. O parque fica aberto por mais tempo nas épocas mais quentes do ano, e suas piscinas são climatizadas: ficam mais frias no verão, e mais quentinhas em dias mais frios.

Eu já ouvi gente dizendo que não curtiu tanto o Aquatica por não ter uma ambientação tão “mágica” quanto os parques da Disney ou da Universal, por exemplo; e outras pessoas votando nele como segundo melhor parque aquático de Orlando, perdendo apenas para o Volcano Bay – acho que a inclusão ou não desse parque em seu roteiro de viagem depende principalmente do quanto você gosta especificamente de parques aquáticos (e, claro, de quão quente a cidade vai estar nos dias em que você pretende visitar). Lembrando que é possível incluir o Aquatica num pacote de ingressos com Sea World, Busch Gardens e Discovery Cove, então, se seu grupo tiver tempo para isso, pode ser uma boa maneira de conhecer um parque extra sem gastar tanto a mais.

Discovery Cove

A interação ou pelo menos a observação de animais é o principal foco dos parques do grupo SeaWorld, e talvez o Discovery Cove seja onde essa “temática” aparece com mais força: esse é um parque diferente, focado em experiências como mergulhos com golfinhos e de observação de corais e tubarões, além de observação de pássaros. No máximo 1,3 mil visitantes podem estar no parque ao mesmo tempo. Para se divertir por aqui, é preciso se sentir confortável com a ideia de interagir com os animais nesse tipo de ambiente controlado – para quem gosta, acaba sendo um passeio relaxante, de onde não se sai tão cansado quanto dos outros parques de Orlando.

Discovery Cove

Adventure Island

Apesar de ter aberto ainda em 1980 e estar localizado em frente ao Busch Gardens, o Adventure Island é pouco falado e pouco visitado entre os brasileiros – talvez porque a esmagadora maioria dos turistas se hospeda em Orlando e não tem vontade de ir até Tampa duas vezes na mesma viagem (já que o passeio obrigatório em Tampa é tradicionalmente o Busch Gardens). Mesmo assim, ele é um bom parque aquático, com 12 hectares de atrações diversas – das calminhas Aruba Tuba e Calypso Coaster (com boias) às mais aceleradas Gulf Scream e Runaway Rapids. O tema é a cidade de Key West, e quem já foi lá vai reconhecer a estética e até mesmo reproduções de alguns pontos turísticos da cidade. Vale incluir se você for muito fã de parques aquáticos e tiver tempo de sobra em Orlando.

Legoland

A Lego tem sua própria cadeia de parques pelo mundo; e o segundo maior deles (perdendo apenas para o de Windsor, no Reino Unido) fica em Winter Haven, a pouco mais de 70 quilômetros de Orlando. O parque tem atrações, shows, lojas, restaurantes, um jardim botânico preservado (o Cypress Gardens, que foi incorporado ao parque) e até mesmo uma área aquática, mas é bastante focado em crianças de 2 a 12 anos de idade – para quem está viajando sem os pequenos, não vale muito a pena reservar um dia (e o dinheiro do ingresso) para esse parque; mas pode ser uma ótima opção para famílias com crianças. O Legoland Florida é relativamente novo: abriu em 2011. Esteticamente, é um parque muito bonito, com suas esculturas de Lego e a ambientação que faz os visitantes se sentirem “dentro” de um cenário do brinquedo.

Legoland

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